São Paulo, 454 anos de loucuras e alegrias.
Essa semana, postei matérias de cunho musical, nada muito profundo, mas não poderia deixar de comentar sobre o aniversário dessa cidade que é uma selva urbana, na qual vivo, sobrevivo e convivo com as mais diferentes situações e sensações.
Eu poderia aqui rasgar uma seda para São Paulo, fazer aquela média que todo paulistano adora fazer, mas ao invés disso, encontrei uma matéria na edição diplomatique do Le Monde (uma especie de edição brasileira desse importante jornal francês) que sintetiza bem o que sempre tento falar às pessoas, a periferia produz muita cultura urbana e na medida do possível todos deveriam conhecer ou pelo menos se interessar mais por coisas que acontecem por lá, se existem mesmo “2 Brasis” assim como a mídia enfatiza tanto, São Paulo é um dos maiores exemplos disso:
Aqui segue um trecho da matéria e logo abaixo o link da página:
São Paulo, 454: a periferia toma conta
Eleilson Leite
(…Num dia de comemoração não precisa denunciar o sofrimento. Continuem exibindo o Samba da Vela, o Sarau da Cooperifa, os mais conhecidos. Mas mostrem também o Samba de São Matheus, que rola no Buteco do Timaia. Façam uma reportagem sobre a biblioteca comunitária Suburbano Convicto, organizada e mantida pelo escritor Alessandro Buzo, no Itaim Paulista. Tem também o Espaço Maloca, no Jardim São Savério, coordenado pela escritora Dinha. A Fundação Gol de Letra, na Vila Albertina (Zona Norte), daria uma excelente reportagem. A Associação Monte Azul, na Favela Monte Azul, Zona Sul, faz um trabalho simplesmente lindo. A luta da UNAS, em Heliópolis, mantém a maior favela do Brasil animada e de cabeça erguida. O Centro Cultural da Juventude, na Cachoeirinha, é um exemplo de política pública para jovens em áreas de baixa renda. O CDC Tide Setúbal, em São Miguel, é uma demonstração de como uma fundação mantida com recursos de empresa pode ter uma atuação em sintonia com a comunidade e programação de excelente qualidade).